O meu primeiro poema
A vida às vezes parece difícilComo deixo de viver
pelo fato de que ela deve fazer algum sentido
Ser alguém parece ser um sacrifício
Se fores tolo o suficiente para viver escondido
deves ser mais tolo ainda pra enfrentar
Constrangimentos que te envolvem
e te impedem de continuar
Eu vivo perguntando sem questionarEu vivo mudando sem me agradar Eu vivo viajando sem sair do lugarEu vivo querendo e não quero querer Eu vivo gritando sozinha sem saber explicar
Querendo que me percebam sem me ver
Eu vivo pensando antes de agir
Eu penso tanto e só me lembro de fugir
Eu vivo sendo sincera sem querer ofender
Eu vivo esquecendo e não posso escrever
Eu vivo perdendo ideia pra na mente procurar
Eu sei que tenho chance de viver pra lembrar
Eu procuro ser diferente pra alguém me achar
Tão pouco eu me impressiono
que sinto medo de nunca amar
Sem entender
Deito e fecho os olhos
diante das reflexões
que nem consigo expressar
mais um dia se encerra
sem entender
por que vivo a me difamar
No vapor dos meus suspiros
procuro a resposta do desastre
que é não encontrar a si mesmo
no escuro perverso que esconde o olhar
Preciso aprender
Preciso aprender
a não dar valor á minha tristeza
sei que te olho com rancor
é que eu não consigo entender
sua falta de bons motivos pra manter
o seu sangue a correr.
Preciso aprender
a olhar além dessa vontade
de dias mais divertidos,
de lembrança e fertilidade
que insistem em não voltar.
Longe daqueles passos frios
que meu olhar não hesita perseguir
e que nunca dão sinais de voltar
prendo-me a tolice de querer sentir
o que não consigo alcançar
e querer o que ainda não conheci
e mesmo que precisassem
falar de mim pra ti
nada de bom ousaria existir.
--
São tantas as coisas que me aborrecem
e tão poucos os motivos que as detém
levam-me para o distante
repleto de ninguém
mas deixam-me tão perto de esperar
e viver esperando que algo mude esse desdém
são poucas palavras pra tantos significados
Motivos calados
e todas as coisas que por mais que queiras
é difícil expressar com elas
As palavras
não existem pra serem guardadas
e sim pra serem gritadas
Mais inútil
Mais inútil do que repetir pra si mesmo
O frio que sentes no inverno
É sua falta de interesse
Pelo horizonte entre montanhas
Que ultrapassa esse inferno
Mas vocês só se importam
Com o hoje dos seus próprios pés
Não aonde eles vão pisar
Nem aonde vão te levar
E aos tropeços te entortar
Mas quem os vai avistar
E seus defeitos despistar
Oh, droga
Será que entendes meu oi disfarçado?
Um sorriso de canto meio abobado
Eu sei, deveria ter acenado.
Mas isso não é motivo pra ficar preocupado
Um oi, a quem não se dispõe.
A aproximar-se, pra dar um oi.
Não é de hoje que meus poucos conhecidos
Vão se desfazendo, fazendo dúvidas.
A brisa da indecisão constante
As árvores dançam
em um vento vazio
não digo o tronco
pois esse está preso
como um pensamento
espacial
de uma nave
lúcida
ao alto desse céu
que se mantém cinza,
Mas não importa
pois ainda é brilhante
possui nuvens andantes
mais livre que esse povo ignorante
e as folhas geladas
empurram pra longe
a brisa da indecisão constante.
--
Eu não culparia quem tem cobiça e mesmo sabendo disso,
cansou de aceitar o que a vida pode trazer
São muitas rotas, fundo de abismos e até palavras a conhecer
O tudo nós não sabemos por inteiro, o nada até podemos saber
a metade de cada pouco é o que nos leva acreditar
Mas pra que rotular o tudo e o nada, são palavras que só existem pra comunicar
Antes da morte um pouco das coisas nós podemos mudar
É um caminho difícil
até chegarmos na morte
Mas é um caminho único
uma peregrinação sem sorte
Só depende de nossas ações
O caminho mais cheio de alternativas
E mentes que mentem atrevidas...Vidas humanas
Qual significado teriam
Se não tivessem a possibilidade de pensar,
acreditar?
Amor. De que se trata?
Meus olhos costumam focar na luz
Não é coincidência insistirem em te ver
Mas tão desconcertante é o teu brilho
Que meus olhos desviam por ceder
Vejam só
Vejam só vocês, sempre os mesmos, e eu mudando, tentando me adaptar.(versão 1)
Vejam meu egoísmo, querendo ser diferente, sem ter força que sustente.
Mas me disseram que sou diferente e que penso melhor do que muita gente.
Daí eu percebo que queria ser estrela distante quando mesmo as nuvens são belas o suficiente,
andando frente ao sol constantemente.
O brilho que escondem, guardam sobre si e mal deixam aparente.
Logo, que nuvem inquieta sou eu que passo por tantos lugares
Despercebida por tantos e por tantos vista de diferentes formas
Dependendo da hora mudo de cor, sem precisar de reformas
Hora, essa, que me leva a passar. Hora, essa, sou eu
Mas ora essa! Que maldade a minha esconder a iluminação da noite
E naqueles dias azuis quando não apareço fico em deleito
repousando no nada que existe de qualquer jeito
Eu percebi que queria ser estrela distante(versão 2 presente no 4° volume do livro Infinitamente Mulher)
Quando mesmo as nuvens são belas o suficiente
Frente ao sol, em um andar constante
O brilho que guardam sobre si, mal deixam aparente
Logo, que nuvem inquieta sou eu que passo por tantos lugares
Despercebida por tantos, e por tantos vista de diferentes formas
E de tanto pensar nos apesares
Mudo a cor de hora em hora, sem precisar de reformas
Hora, essa, que me leva a passar
Hora, essa, que me faz pensar
Mas ora essa!
Que maldade a minha esconder o brilho das estrelas
E pensando bem, não mais quero sê-las
De nada vale brilhar e não sair do lugar
Prefiro mudar, correr e molhar
E naqueles dias azuis quando não apareço
fico em deleito
repousando no nada que existe de qualquer jeito
Manteiga
Estamos em constante evoluçãoCompanhias
Por mais que a Terra pare de girar
Os humanos continuarão a andar
É lindo ver essa gente
Sempre procurando o quê conquistar
Pra chegar a hora de algo acontecer
E ninguém ouvir chamar
Já não precisam de pão
Querem é ter o que nele passar
Queria que fizessem pela pátria
Mas fazem pela urgência de se safar
Rindo e afogando-se
É mínima ou gigantesca
A vontade de liderar...
Esse nosso jeito...
Juro que não tô satisfeito
Esse caminho...
Podemos ver, é imperfeito
Esse medo só vai mudar
O lugar aonde vamos chegar
Essa sujeira toda me faz crer
Que nunca mais os quero ver
Mas sem lhes ver não sei
Não sei o que vai ser
Mas tudo que eu cantar
Vai ser pra esquecer
--
Sou uma balança
Na ilha dos desesperados
Que gritam calados
Procuram sentados
Os desesperados que esperam
Unirem-se os lados
A loucura é grande demais
Meu ego fica cada vez mais pesado
A tristeza entorta tudo logo mais
E já só me importa o embalo
Blog com as postagens originais: http://whitouttitulo.blogspot.com.br (desatualizado)
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